Da Terra à Mesa
Sistemas de produção agroecológicos no Sul do Brasil
Produzir alimentos saudáveis, gerar renda para as famílias agricultoras e cuidar da natureza, em rede com organizações de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

01O projeto
Produzir alimentos saudáveis, gerar renda para as famílias agricultoras e cuidar da natureza. Esses são alguns dos objetivos do projeto Promoção, fortalecimento e ampliação de sistemas de produção agroecológicos e em transição, por meio de processos de estruturação produtiva, acompanhamento técnico e formação para agricultoras e agricultores familiares do Sul do Brasil, realizado por uma rede de organizações que atua em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
A iniciativa apoia agricultoras e agricultores familiares, jovens rurais, povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e povos e comunidades tradicionais que constroem diariamente sistemas de produção agroecológicos e em transição.
Ao longo do projeto, serão desenvolvidas ações de estruturação produtiva, acompanhamento técnico, formação e intercâmbio de experiências, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis e a segurança alimentar nos territórios atendidos.
02Onde o projeto acontece
O projeto está presente em 51 municípios da Região Sul do Brasil, abrangendo cinco territórios:

03O que fazemos
Fortalecimento da produção agroecológica
As famílias participantes recebem apoio para aprimorar seus sistemas produtivos, com acesso a insumos, sementes, mudas, equipamentos e outras estruturas necessárias para ampliar a produção agroecológica.

Equipes técnicas realizam visitas periódicas às propriedades rurais, construindo soluções junto às famílias e valorizando os conhecimentos desenvolvidos nos próprios territórios.

São promovidas oficinas, cursos e intercâmbios que reúnem agricultoras, agricultores, estudantes, professores, técnicos e organizações locais para compartilhar experiências e fortalecer a agroecologia.

Experiências bem-sucedidas desenvolvidas pelas famílias e comunidades são registradas e compartilhadas, ampliando o acesso ao conhecimento e inspirando novas iniciativas.

04Nossos números
- 240 famílias acompanhadas diretamente
- 800 unidades familiares envolvidas em processos de formação
- 51 municípios atendidos
- 5 territórios de atuação no Sul do Brasil
- 8 episódios da websérie Da Terra à Mesa
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05Por que a agroecologia
A agroecologia fortalece a produção de alimentos saudáveis, reduz a dependência de insumos externos, valoriza os conhecimentos tradicionais, promove a conservação ambiental e contribui para a permanência das famílias no campo com qualidade de vida.
Mais do que uma forma de produzir alimentos, a agroecologia fortalece comunidades, amplia a autonomia das famílias agricultoras e aproxima quem produz de quem consome.

06Inclusão e protagonismo
O projeto também busca ampliar a participação de grupos historicamente invisibilizados nas políticas públicas e nos processos de desenvolvimento rural. Entre suas metas estão:
- 50% de participação de mulheres entre os beneficiários;
- 20% de participação de jovens rurais.
Além disso, o projeto prioriza o atendimento a povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e povos e comunidades tradicionais.

- Início
- Janeiro de 2025
- Duração
- 20 meses
- Rede
- Centro Vianei, Cepagro, AS-PTA, CETAP e Cemear
- Recursos
- 1º edital “Da Terra à Mesa”, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)
O projeto é executado pelo Centro Vianei, em parceria com Cepagro, AS-PTA, CETAP e Cemear, com recursos do 1º edital "Da Terra à Mesa", promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Governo Federal.

07O primeiro ano, em números
O projeto foi lançado oficialmente em agosto de 2025, durante a 20ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, em Teixeira Soares (PR), com a presença do MDA e das cinco organizações da rede. Em 2025, o trabalho somou:
- 265 pessoas receberam insumos para estruturar a produção (pó de rocha, fosfato natural, sementes de adubação verde, mudas), sendo 130 mulheres e 50 jovens;
- 653 visitas técnicas a 237 unidades familiares, envolvendo 902 pessoas;
- 47 oficinas com 1.057 participantes, sobre bioinsumos, sementes crioulas e mudas nativas, quintais produtivos, abelhas nativas, certificação participativa e políticas públicas (PAA, PNAE e Pronaf);
- 7 intercâmbios entre agricultoras e agricultores, com 85 participantes;
- um curso de agrofloresta com comunidades Guarani das aldeias Tekoa Vy’a, Yguá Porã e Itanhaém, no Sítio Florbela, em Florianópolis (SC);
- 3 veículos para as equipes técnicas chegarem às comunidades.
08Na Serra Catarinense
O Centro Vianei coordena a rede e acompanha 32 unidades familiares, com 102 pessoas, em Cerro Negro, Capão Alto, Painel, Urupema, Correia Pinto e Lages. As visitas técnicas apoiam o planejamento da produção, inclusive para as entregas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), junto com a Cooperativa Ecoserra. O ano terminou com um encontro das mulheres agricultoras do Cruzeirinho, em Cerro Negro, para celebrar os resultados.
O Vianei também assessorou a Conferência Territorial da Serra Catarinense e a Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, ambas em Lages.
09Tecnologias sociais na websérie
A websérie Da Terra à Mesa, gravada pela Tombô Produtora, registra oito tecnologias sociais do Sul do Brasil, experiências coletivas que transformam o jeito de produzir, distribuir e consumir alimentos. O material também vai virar uma publicação.
- Processamento artesanal do pinhão, com as mulheres agroextrativistas do Cruzeirinho, em Cerro Negro (SC);
- Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e as famílias guardiãs de sementes de Teixeira Soares (PR);
- Casa da Casquinha, da Comunidade Cafuza de José Boiteux (SC), onde o milho vira beiju no monjolo;
- Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), com famílias do Alto Vale do Itajaí (SC);
- Composteira em caixa d’água, no Quilombo Morro do Fortunato, em Garopaba (SC);
- Abelhas nativas sem ferrão, em Aratiba e Erechim (RS);
- Agrofloresta indígena com venda para a alimentação escolar (PNAE), na Grande Florianópolis;
- uma síntese sobre o caminho do alimento da roça à mesa e os circuitos curtos de comercialização.
10Galeria















