← ProjetosNº 01Desde janeiro de 2025Agroecologia

Da Terra à Mesa

Sistemas de produção agroecológicos no Sul do Brasil

Produzir alimentos saudáveis, gerar renda para as famílias agricultoras e cuidar da natureza, em rede com organizações de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

  • Agroecologia
  • Formação
  • Tecnologias sociais
  • MDA
Da Terra à Mesa — Sistemas de produção agroecológicos no Sul do Brasil

01O projeto

Produzir alimentos saudáveis, gerar renda para as famílias agricultoras e cuidar da natureza. Esses são alguns dos objetivos do projeto Promoção, fortalecimento e ampliação de sistemas de produção agroecológicos e em transição, por meio de processos de estruturação produtiva, acompanhamento técnico e formação para agricultoras e agricultores familiares do Sul do Brasil, realizado por uma rede de organizações que atua em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A iniciativa apoia agricultoras e agricultores familiares, jovens rurais, povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e povos e comunidades tradicionais que constroem diariamente sistemas de produção agroecológicos e em transição.

Ao longo do projeto, serão desenvolvidas ações de estruturação produtiva, acompanhamento técnico, formação e intercâmbio de experiências, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis e a segurança alimentar nos territórios atendidos.

02Onde o projeto acontece

O projeto está presente em 51 municípios da Região Sul do Brasil, abrangendo cinco territórios:

Mapa das áreas de abrangência do projeto: Centro-Sul do Paraná, Serra Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Litoral Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul

03O que fazemos

Fortalecimento da produção agroecológica

As famílias participantes recebem apoio para aprimorar seus sistemas produtivos, com acesso a insumos, sementes, mudas, equipamentos e outras estruturas necessárias para ampliar a produção agroecológica.

Oficina em sala com agricultores e técnicos em São José do Cerrito (SC)
Acompanhamento técnico

Equipes técnicas realizam visitas periódicas às propriedades rurais, construindo soluções junto às famílias e valorizando os conhecimentos desenvolvidos nos próprios territórios.

Grupo reunido ao ar livre numa oficina na Aldeia Tekoá Porã (SC)
Formação e troca de saberes

São promovidas oficinas, cursos e intercâmbios que reúnem agricultoras, agricultores, estudantes, professores, técnicos e organizações locais para compartilhar experiências e fortalecer a agroecologia.

Roda de pessoas em volta de uma mandala de sementes em Teixeira Soares (PR)
Inovação e tecnologias sociais

Experiências bem-sucedidas desenvolvidas pelas famílias e comunidades são registradas e compartilhadas, ampliando o acesso ao conhecimento e inspirando novas iniciativas.

Reunião em roda num galpão com caixas de produção em Três Arroios (RS)

04Nossos números

  • 240 famílias acompanhadas diretamente
  • 800 unidades familiares envolvidas em processos de formação
  • 51 municípios atendidos
  • 5 territórios de atuação no Sul do Brasil
  • 8 episódios da websérie Da Terra à Mesa

Assistir aos 8 episódios da websérie Da Terra à Mesa

05Por que a agroecologia

A agroecologia fortalece a produção de alimentos saudáveis, reduz a dependência de insumos externos, valoriza os conhecimentos tradicionais, promove a conservação ambiental e contribui para a permanência das famílias no campo com qualidade de vida.

Mais do que uma forma de produzir alimentos, a agroecologia fortalece comunidades, amplia a autonomia das famílias agricultoras e aproxima quem produz de quem consome.

Vista de cima de uma lavoura coberta de palha, com uma pessoa no meio

06Inclusão e protagonismo

O projeto também busca ampliar a participação de grupos historicamente invisibilizados nas políticas públicas e nos processos de desenvolvimento rural. Entre suas metas estão:

  • 50% de participação de mulheres entre os beneficiários;
  • 20% de participação de jovens rurais.

Além disso, o projeto prioriza o atendimento a povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e povos e comunidades tradicionais.

Agricultora segura um feixe de palha de milho
Início
Janeiro de 2025
Duração
20 meses
Rede
Centro Vianei, Cepagro, AS-PTA, CETAP e Cemear
Recursos
1º edital “Da Terra à Mesa”, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

O projeto é executado pelo Centro Vianei, em parceria com Cepagro, AS-PTA, CETAP e Cemear, com recursos do 1º edital "Da Terra à Mesa", promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Governo Federal.

Logotipos das organizações e do governo federal que realizam o projeto

07O primeiro ano, em números

O projeto foi lançado oficialmente em agosto de 2025, durante a 20ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, em Teixeira Soares (PR), com a presença do MDA e das cinco organizações da rede. Em 2025, o trabalho somou:

  • 265 pessoas receberam insumos para estruturar a produção (pó de rocha, fosfato natural, sementes de adubação verde, mudas), sendo 130 mulheres e 50 jovens;
  • 653 visitas técnicas a 237 unidades familiares, envolvendo 902 pessoas;
  • 47 oficinas com 1.057 participantes, sobre bioinsumos, sementes crioulas e mudas nativas, quintais produtivos, abelhas nativas, certificação participativa e políticas públicas (PAA, PNAE e Pronaf);
  • 7 intercâmbios entre agricultoras e agricultores, com 85 participantes;
  • um curso de agrofloresta com comunidades Guarani das aldeias Tekoa Vy’a, Yguá Porã e Itanhaém, no Sítio Florbela, em Florianópolis (SC);
  • 3 veículos para as equipes técnicas chegarem às comunidades.

08Na Serra Catarinense

O Centro Vianei coordena a rede e acompanha 32 unidades familiares, com 102 pessoas, em Cerro Negro, Capão Alto, Painel, Urupema, Correia Pinto e Lages. As visitas técnicas apoiam o planejamento da produção, inclusive para as entregas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), junto com a Cooperativa Ecoserra. O ano terminou com um encontro das mulheres agricultoras do Cruzeirinho, em Cerro Negro, para celebrar os resultados.

O Vianei também assessorou a Conferência Territorial da Serra Catarinense e a Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, ambas em Lages.

09Tecnologias sociais na websérie

A websérie Da Terra à Mesa, gravada pela Tombô Produtora, registra oito tecnologias sociais do Sul do Brasil, experiências coletivas que transformam o jeito de produzir, distribuir e consumir alimentos. O material também vai virar uma publicação.

  • Processamento artesanal do pinhão, com as mulheres agroextrativistas do Cruzeirinho, em Cerro Negro (SC);
  • Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e as famílias guardiãs de sementes de Teixeira Soares (PR);
  • Casa da Casquinha, da Comunidade Cafuza de José Boiteux (SC), onde o milho vira beiju no monjolo;
  • Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), com famílias do Alto Vale do Itajaí (SC);
  • Composteira em caixa d’água, no Quilombo Morro do Fortunato, em Garopaba (SC);
  • Abelhas nativas sem ferrão, em Aratiba e Erechim (RS);
  • Agrofloresta indígena com venda para a alimentação escolar (PNAE), na Grande Florianópolis;
  • uma síntese sobre o caminho do alimento da roça à mesa e os circuitos curtos de comercialização.

10Galeria

Mulheres agricultoras reunidas em roda, sorrindo, na comunidade do Cruzeirinho
Oficina de encerramento do ano com as mulheres agricultoras do Cruzeirinho, Cerro Negro/SC, dezembro de 2025. Foto: Centro Vianei.
Mulheres agachadas recolhendo pinhões do chão numa bacia
Processamento artesanal do pinhão com as mulheres do Cruzeirinho, Cerro Negro/SC (tecnologia social 1). Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Cinco mulheres em pé num campo, com casas ao fundo
Agroextrativistas do Cruzeirinho durante as gravações da websérie, julho de 2025. Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Mãos segurando espigas de milho crioulo roxo e amarelo
Milho crioulo de uma família guardiã de sementes, Teixeira Soares/PR. Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Vista de cima de uma mandala de sementes cercada de pessoas
20ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade, Teixeira Soares/PR, agosto de 2025. Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Grupo de pessoas em pé diante de araucárias
Representantes das organizações da rede no lançamento do projeto, Teixeira Soares/PR, agosto de 2025.
Mulher preparando beiju num forno de barro
Casa da Casquinha, da Comunidade Cafuza, José Boiteux/SC: o milho vira beiju (tecnologia social 3). Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Agricultor deitado sobre a palha que cobre o solo, visto de cima
Plantio direto de hortaliças (SPDH) sobre a palhada, Alto Vale do Itajaí/SC (tecnologia social 4). Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Casal de agricultores segurando pés de morango numa estufa
Família agricultora do Alto Vale do Itajaí/SC que trabalha com SPDH, outubro de 2025. Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Homem sorridente ao lado de caixas d'água usadas como composteira, numa horta
Composteira em caixa d’água no Quilombo Morro do Fortunato, Garopaba/SC (tecnologia social 5). Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Grupo de pessoas junto à placa do Morro do Fortunato, com morros ao fundo
Equipe e entrevistados no Quilombo Morro do Fortunato, Garopaba/SC, novembro de 2025. Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Pessoas examinando caixas de abelhas nativas sob as árvores
Meliponário de abelhas nativas sem ferrão, Noroeste do Rio Grande do Sul (tecnologia social 6). Foto: Tombô Produtora / websérie Da Terra à Mesa.
Auditório cheio de pessoas comemorando com os braços erguidos
Oficina com delegadas e delegados da Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, Lages/SC, dezembro de 2025. Foto: Centro Vianei.