NOTÍCIA

Extrativismo de Pinhão na Serra Catarinense

Técnica gera araucárias menores para facilitar a vida de catadores; hoje eles escalam cerca de 30 m para colher pinhão.

Usando a enxertia, as árvores ficam com, no máximo, 15 metros. Modelo é voltado para a produção de pinhão em escala comercial, e diminui pressão sobre áreas nativas.

O trabalho de catadores de pinhão é arriscado: eles precisam escalar cerca de 30 metros para poder fazer a colheita.

Mas, para facilitar a vida do catador, a Embrapa Florestas do município de Colombo (PR), juntamente com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), encontrou na enxertia um jeito de mudar essa realidade, ao reduzir o tamanho da árvore.

O enxerto é uma técnica que junta duas plantas diferentes para fazer uma só:

  • a que fica na parte de baixo é chamada de cavalo, e vai ser responsável pelo desenvolvimento das raízes;
  • já a que fica em cima recebe o nome de cavaleiro e dá origem à parte aérea da nova muda, de onde virá a produção do pinhão.

A partir dessa técnica, é possível produzir araucárias de 10 a 15 metros.

Além de melhorar o trabalho do agricultor, a araucária enxertada começa a produzir antes do que uma que foi plantada por semente. O tempo funciona assim:

  • plantio por semente: demora de 12 a 20 anos para começar a produzir;
  • plantio de muda enxertada: solta as primeiras pinhas por volta de 6 a 8 anos de idade.

Essa precocidade das araucárias enxertadas despertou o interesse de agricultores da região, além de ter motivado a criação de um programa municipal em Bituruna (PR) chamado "A Força das Araucárias".

Confira os vídeos relacionados ao tema em:

https://globoplay.globo.com/v/11261388/