NOTÍCIA

Centro Vianei participa de oficina para construção coletiva de indicadores de avaliação para projetos de restauração da Mata Atlântica

Alinhamento metodológico a ser aplicado na Meta II dos projetos participantes do Chamamento Público 02/2018 do IBAMA foi o principal tema do encontro

Nos dias 24 e 25 de junho, representantes do Centro Vianei participaram de uma oficia técnica realizada em Abelardo Luz (SC), com a presença de outras entidades socioambientais atuantes no Estado, além de representantes do IBAMA, Ministério Público Federal (MPF), FUNAI, INCRA, Instituto Socioambiental (ISA) e a 6ª Vara do Juízo Federal de Santa Catarina.

O objetivo principal do encontro foi discutir a padronização metodológica para o monitoramento dos projetos de restauração vinculados ao Chamamento Público nº 02/2018 do IBAMA, que tem como foco a restauração de populações da flora da Mata Atlântica ameaçadas de extinção.

O Centro Vianei é uma das cinco entidades selecionadas por meio do chamamento e é a executora do Projeto Restaurar, que fará a restauração com espécies nativas, especialmente araucária, canela-preta, imbuia e xaxim — que estão ameaçadas de extinção — em mais de 127 hectares distribuídos entre sete municípios das regiões Oeste e Serra de Santa Catarina.

O projeto é dividido em três metas. A Meta I, já finalizada, envolveu a elaboração de diagnósticos e planejamento. A Meta II, iniciada em abril de 2025, contempla a etapa de plantio das espécies e, consequentemente, o monitoramento das áreas restauradas.

Essa fase exige acompanhamento periódico, com análise de diversos indicadores, como distribuição das mudas, taxas de crescimento, percentual de perdas e reposições, além da necessidade de controle de exóticas, entre outros aspectos.

Na conclusão do projeto, que tem duração prevista de oito anos, os dados coletados servirão para comprovar, na prática, se os objetivos estabelecidos pelo IBAMA e proposto pela entidade foram de fato alcançados.

A padronização dos indicadores de monitoramento é essencial para que o IBAMA possa acompanhar de forma objetiva o andamento dos trabalhos de todas as organizações participantes, otimizando tempo e recursos.

Durante a reunião, Lívia Martins, diretora do Uso Sustentável de Biodiversidade e Florestas do IBAMA, destacou que os dados obtidos a partir dos indicadores serão imprescindíveis para a consolidar as informações e para a emissão do termo de quitação técnica, documento que atesta o cumprimento das metas pactuadas no chamamento.

Visitas técnicas

Além das discussões metodológicas, o encontro contou com duas visitas técnicas a áreas de restauração conduzidas pela Apremavi em Abelardo Luz. A primeira foi à Terra Indígena (TI) Toldo Imbu, onde os participantes conheceram uma unidade de implantação (UI) que antes era utilizada como pastagem para cavalos e que, agora, já apresenta os primeiros sinais do processo de restauração.

Durante a visita, a engenheira florestal e coordenadora de projetos da Apremavi, Marluci Pozzan, destacou que todas as etapas do projeto são desenvolvidas com a participação ativa da comunidade local, incluindo atividades da escola da TI dentro da própria área em restauração.

A segunda visita foi ao Projeto de Assentamento (PA) Maria Silverston, onde foram plantadas as primeiras 50 mudas de xaxim-bugio produzidas in vitro pela equipe da Apremavi em parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) de Rio do Sul.

Todas as atividades, incluindo as visitas técnicas, foram acompanhadas pessoalmente pelo juiz federal Marcelo Krás Borges, titular da 6ª Vara da Justiça Federal de Santa Catarina, além do procurador da República, Renato Gomes.

No Centro Vianei, as ações da Meta II do Projeto Restaurar seguem em andamento, com atividades de revitalização do viveiro, coleta e aquisição de sementes e retomada dos contatos com os beneficiários dos projetos de restauração florestal.

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Este projeto é realizado com recursos do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) no 40/2021 firmado entre AVICITECS e IBAMA.