Centro Vianei de Educação Popular

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Beleza e sustentabilidade

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Clipping: Jornal A Semana em 14/04/2011

Aliar beleza e cultura sempre foi o foco do concurso Rainha da Expocentro, mas, este ano, um novo elemento integrou- se ao evento, ampliando ainda mais seu caráter sociocultural. A novidade veio através de um projeto ambiental, que está sendo desenvolvido em Curitibanos pelo Centro Vianei de Educação Popular, de Lages, em parceria com o Núcleo Municipal do Campo Leoniza Carvalho Agostini.
O projeto Carbono Social em Rede foi discutido, na última semana, por representantes das duas instituições e pela secretária de Educação Cristina Ehrhardt, que propôs ao Centro Vianei a ideia de realizar a neutralização de carbono emitido no concurso Rainha da Expocentro 2011. De acordo com o coordenador do projeto José Luis Carraro, para se chegar ao resultado, os alunos fizeram o levantamento de variáveis como consumo de energia elétrica e de combustíveis fósseis relativo ao transporte; volume de água e esgoto resultado do consumo no local do evento; lixo produzido além da distância média (em Km) percorrida pelo público até o evento, entre outros. A partir desses dados, foram totalizados 387 Kg de carbono emitidos na preparação e no dia do concurso. Para neutralizar essa emissão, 27 mudas de árvores foram plantadas pelas candidatas, alunos e autoridades, na última quarta-feira (13), nas imediações da escola. “É uma questão que não pode esperar. Temos de pensar na preservação e executar novas maneiras de beneficiar o planeta, por isso, essa ação já faz parte da pauta do evento, podendo ser executado também durante a Expocentro”, afirmou Cristina.
Projeto
O projeto Carbono Social na Serra Catarinense foi contemplado pela Petrobrás, através do programa Petrobrás Ambiental, edição 2010, e, este ano, o Centro Vianei escolheu o Núcleo Municipal de Campo Leoniza Carvalho Agostini para fazer parte das escolas integradas ao projeto.
O coordenador destacou que serão disponibilizadas de dez a vinte mil mudas de árvores nativas para a escola. “Essas plantas, após o crescimento, serão doadas aos alunos, que plantarão em suas propriedades. Depois disso, elas serão georreferenciadas e terão sua imagem postada em um site”, complementou José Luiz, acrescentando que empresas poderão adotar a árvore e parte dos recursos da adoção será encaminhada para o produtor e outra parte será destinada a pesquisas e à escola que desenvolve as mudas.
Para a diretora da escola Luciane Bastos, o projeto não atinge apenas os alunos, que serão os futuros agricultores da região, mas também todas as famílias. “Temos a participação dos pais, que ficam sabendo mais sobre o que é área de preservação e sustentabilidade, e, assim, podem usar a natureza de forma inteligente e mais rentável, preservando o meio ambiente”, frisou Luciane.